"Mensagem do Dia"


Diante de tudo isso, o que mais podemos dizer? Se Deus está do nosso lado, quem poderá nos vencer? Romanos 8:31



Ninguém!



A Paz do Senhor



Ev. Fabio Augusto

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Pregador deve ter medo de pregar a mensagem só porque alguns reagirão mal?

Um conceito hodierno que está em total discordância com a pregação de Estêvão é o modismo de interagir com o público. Os super-pregadores fazem discípulos e mais discípulos, que aprendem direitinho a tratar os crentes como marionetes.
Um dia desses, um descuidado animador mandou os irmãos darem as mãos, uns de frente para os outros, e dizerem: "Satanás, você está derrotado". Mesmo estranhando, quase ninguém teve coragem de não fazer o que foi pedido...
Concordo que um pouco de bom humor, dosado, até seja importante na introdução e até no desenvolvimento de uma exposição. Mas há "pregadores" que são verdadeiros humoristas.
Aliás, certa telepregadora norte-americana segue a linha dos grandes humoristas: conta piadinhas, uma após a outra, numa entusiasmante gradação, pela qual consegue entreter eficazmente a platéia e conquistá-la. É essa a nossa missão?
Não fomos chamados para conquistar plateias! Conquanto isso possa acontecer, naturalmente, não é essa a nossa missão. Ainda que sejamos eloquentes e dotados de talentos naturais, como bom timbre de voz, boa aparência e capacidade incomum de se comunicar por meio de gestos, não devemos nos valer disso para ganhar o auditório. Lembra-se de Herodes? Ele preocupou-se em agradar o público e conseguiu. Mas não agradou a Deus, morrendo comido de bichos por não ter dado glória ao Senhor (At 12.21-23).
Alguém poderá dizer: "Eu não quero ser como Estêvão, pois ele foi apedrejado". Não há, aparentemente, distinção entre Herodes e Estêvão, pois ambos foram mortos em decorrência de suas pregações. No entanto, há sim uma grande diferença entre ambos. Um foi morto porque não deu glória a Deus, sendo ferido por um anjo do Senhor. O outro morreu por dar toda glória a Deus, sendo apedrejado por inimigos do Senhor. E mais: a despeito de ter sido morto por homens cheios de ódio, Estêvão, cheio do Espírito, viu o céu aberto e Jesus em pé, em sinal de aprovação (At 7.55,56).
Após a respeitosa saudação, esperava-se de Estêvão uma defesa pessoal. Mas não foi o que aconteceu. Como se não tivesse a sua vida por preciosa, contanto que anunciasse a Cristo, o homem de Deus passa a citar a Bíblia de forma magistral.
Começando pela chamada de Abraão, menciona vários personagens e passagens das Escrituras e faz uma contundente aplicação no final (At 7.2-53).
Ele demonstra, durante a sua prédica, um conhecimento bíblico que a todos surpreende, inclusive aos leitores de primeira viagem. Lembro-me da minha surpresa quando deparei-me pela primeira vez com tantas menções ao Antigo Testamento. A primeira delas, inclusive, impressionou-me pelo fato de conter uma revelação inédita: a primeira chamada de Abraão, que não está clara no livro de Gênesis.
O chamamento mencionado em Gênesis é o segundo, quando Abraão estava em Harã (12.1-3). E a Estêvão foi revelado o primeiro, que ocorreu ainda em Ur dos Caldeus: "O Deus da glória apareceu a Abraão, nosso pai, estando na Mesopotâmia, antes de habitar em Harã, e disse-lhe: Sai da tua terra e dentre a tua parentela e dirige-te à terra que eu te mostrar. Então, saiu da terra dos caldeus e habitou em Harã" (At 7.2-4).
Sob olhares arregalados e corações cheios de ódio, de pessoas que só pensam em matá-lo, Estêvão prega a Palavra! Já pensou se isso acontecesse com um dos animadores de auditório da atualidade? Como ele se dirigiria a todos? O que pregaria? Teria ele coragem de pregar a Palavra? Ou faria como muitos, que preferem "dançar conforme a música"? Não têm coragem de manter uma postura firme, compromissada com Deus. Para cada público exibem uma performance diferente.
Não fomos chamados para nos apresentarmos ao povo ou a pastores. Nosso compromisso tem de ser com a Palavra. É ela que dá entendimento aos símplices e gera fé nos corações (Sl 119.130; Rm 10.17). E também é ela que é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a educação na justiça (2 Tm 3.16,17). Daí Paulo ter aconselhado Timóteo a pregar, instar, redarguir, exortar, repreender segundo a Palavra de Deus (2 Tm 4.1-4).
Pregue, pois, a Palavra!

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