Os profetas menores são
absolutamente relevantes para a nossa geração. Sua mensagem é
contundente, oportuna e urgente. Embora tenham vivido há mais de 2500
anos, abordam temas que estão na agenda das famílias, das igrejas e das
nações.
Os profetas menores lamentavelmente
têm sido esquecidos pela nossa geração. Poucos cristãos lêem e estudam
com a devida atenção esses preciosos livros proféticos. Poucos
pregadores, estudiosos expõem com clareza, fidelidade e profundidade
esses livros no púlpito. Precisamos urgentemente resgatar a atualidades
destes preciosos livros em nossos estudos, exposições e, principalmente
aplicando estes livros à nossas vidas, famílias e ministérios.
No texto em destaque (Jl 2.12-14), o
Eterno convoca o seu povo a se voltar para Ele. O arrependimento é o
único caminho da restauração. É a única porta de escape do juízo. É
arrepender-se e viver ou não se arrepender e morrer. O estudioso Dionísio Pape ressalta
o fato de que não era suficiente ser o povo do Senhor. Não bastava
morar na terra santa. Era necessária a conversão integral ao Senhor.
Veremos a seguir como deve
ser a volta para Deus. Deus não apenas chama o seu povo a voltar-se
para ele, mas detalha como deve ser essa volta.
Em primeiro lugar, é uma volta para uma relação pessoal com Deus (2.12). “[...] convertei-vos a mim …”. Isto é magnífico, pois mostra o supremo valor da graça de Deus, pois o ofendido [Deus] é aquele que busca a restauração do ofensor [nós]; o ofendido é quem convida o transgressor a renunciar sua rebeldia.
Em primeiro lugar, é uma volta para uma relação pessoal com Deus (2.12). “[...] convertei-vos a mim …”. Isto é magnífico, pois mostra o supremo valor da graça de Deus, pois o ofendido [Deus] é aquele que busca a restauração do ofensor [nós]; o ofendido é quem convida o transgressor a renunciar sua rebeldia.
Leslie Allen está correto quando diz que a expressão: “convertei” evoca o relacionamento pactual. O
povo de Deus é como o filho pródigo que precisa voltar ao lar do Pai
celestial. Não basta cair em si, é preciso voltar para casa. Não basta
ter convicção de pecado, é preciso por o pé na estrada da volta para
Deus. Não é apenas um retorno à igreja, à doutrina, à comunhão, a uma
vida moral pura, mas uma volta para uma relação pessoal com Deus.
Em segundo lugar, é uma volta com profundidade (2.12) – “[...] de todo o vosso coração”.
O povo de Judá
estava endurecido e indiferente à voz de Deus. Viviam para seus prazeres
e não se importavam com as exortações do Senhor. O juízo estava à porta
e eles folgavam em seus pecados. Antes do Eterno derramar seu juízo,
Ele nos dá a oportunidade de nos arrependermos. Deus não aceita coração
dividido (Sl 51.17). Ele não satisfaz com uma espiritualidade cênica,
farisaica, hipócrita. Ele vê o coração e requer verdade no íntimo.
São muitos aqueles que, após um congresso, um retiro espiritual ou mensagem inspirativa, fazem lindas promessas a Deus. Comprometem-se
a orar com mais fervor, a ler a Palavra com mais avidez, outros ainda,
derramam lágrimas no altar do Senhor, fazem votos solenes, mas todo esse
fervor desaparece tão rápido como a nuvem do céu e o orvalho que se
evapora da terra.
Há aqueles que só andam com Deus na base do aguilhão. Só
se voltam para Deus na hora que as coisas apertam. Só se lembram do
Senhor na hora das dificuldades. Não se voltam a Ele porque o amam ou
porque estão arrependidos, mas porque não querem sofrer. Para esses, o
Eterno é descartável (Os. 5.15; 6.4). Estes possuem uma fé utilitarista.
Em terceiro lugar, é uma volta com diligência (2.12) – “[...] e isso com jejuns…”.
Deus conclama o seu
povo que não aceita um arrependimento trivial, raso, transitório. Antes
de serem restaurados precisam ser tomados de uma profunda convicção de
pecado e de como haviam ofendido a Deus. Quem
jejua tem pressa. Quem jejua está dizendo que a volta para Deus é mais
importante e mais urgente que o sustento do corpo (Mt 4.4).
O jejum é instrumento de mudança, não em Deus, mas em nós. Leva-nos
ao quebrantamento, à humilhação e a ter mais gosto pelo pão do céu do
que pelo pão da terra. O jejum é uma experiência pessoal e intíma (Mt
6.16-18). Há momentos, porém, que ele se torna aberto, declarado e
coletivo. Joel conclama o povo todo a jejuar nesse processo de volta a
Deus (2.15).
O rei Josafá, numa época
de profunda agonia e a de ameaça para o seu reino, convocou toda nação
para jejuar, e o Eterno deu-lhe livramento (2 Cr. 10.1-4,22). A rainha
Ester convocou todo o povo judeu para jejuar três dias, e Deus reverteu a
sentença de morte já lavrada sobre os judeus exilados (Et. 4.16).
Em quarto lugar, é uma volta com sinceridade (2.13) – “Rasgai o vosso coração e não as vossas vestes”.
Em quarto lugar, é uma volta com sinceridade (2.13) – “Rasgai o vosso coração e não as vossas vestes”.
Deus não se impressiona com o desempenho humano. Ele não é movido por nossos gestos, nossa teatralização. Ele não se satisfaz com uma espiritualidade divorciada de uma vida de santidade. Ele não aceita um quebrantamento apenas exterior. Esse
costume de rasgar as vestes era parte da reação cultural diante de uma
crise (2 Rs. 19.1). A contrição interna é mais importante do que a
manifestação externa de pesar. É o coração que deve ser atingido. É ele
que deve ser rasgado.
O Eterno não se deixa enganar por nossos gestos, palavras bonitas e emoções sem quebrantamento. Deus vê o coração (1 Sm 16.7). Diante Dele não adianta “rasgar seda”: é preciso rasgar o coração. Para Deus não é suficiente apenas estar na igreja (Is 1.12) e ter um culto animado (Am 5.21-23). É preciso ter um coração rasgado, quebrado, arrependido e transformado. Um coração compungido jamais será desprezado por Deus.
Nele, que nos convoca para uma verdadeira conversão
Nenhum comentário:
Postar um comentário