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Peso da palavra do SENHOR contra Israel, por intermédio de Malaquias.(Ml 1.1)
Prezados leitores, porque a Palavra que veio ao profeta Malaquias era
um peso? Apenas neste versículo vemos quatro verdades que merecem ser
destacadas: a natureza, a autoridade, o destino e o instrumento da
mensagem.
Em primeiro lugar, a natureza da mensagem (1.1). A mensagem
de Malaquias é uma sentença, um fardo, um peso. Não é uma mensagem
consoladora, mas de profundo confronto e censura. Essa mensagem tinha um
triplo peso: era um peso para o profeta, para o povo e para Deus. A
palavra hebraica masâ, significa peso. É algo
pesado, duro, que o Eterno vai dizer. É um peso como foi para o coração
do profeta Jeremias (Jr 4.19), para o coração do povo (que receberia a
dura mensagem) e para o coração de Deus (pois os sacerdotes quebraram a
aliança). Não é uma mensagem azeitada, palatável, fácil de ouvir. A
profecia se dirigia contra a nação de Israel. A carga que o profeta
carregava devia pesar também sobre a consciência das pessoas, até que se
preparassem para “aquele dia”.
Nos dias atuais precisamos ouvir a masâ de Deus. A sociedade
pós-moderna ama ouvir mensagens de auto-ajuda, que fazem cócegas na
vaidade humana. As pessoas querem entretenimento. Vemos muita adesão
pouca conversão. Muito ritual pouco pão espiritual. Muito
antropocentrismo, pouco teocentrismo. Os púlpitos contemporâneos estão
deixando de tratar o pecado e falhando em chamar o povo ao
arrependimento. Estes pregam o que funciona e não o que é verdadeiro.
Nas palavras de Spurgeon – “os pregadores estão mais interessados em
agradar os bodes do que alimentar as ovelhas”.
Em segundo lugar, a autoridade da mensagem (Ml 1.1). A
mensagem é uma “sentença pronunciada pelo Senhor”. A mensagem não é
criada pelo profeta, mas apenas transmitida por ele. A mensagem vem de
Deus, é do céu. O pregador não gera a mensagem. O sermão não é palavra
do homem, mas palavra de Deus.
Deus não tem nenhum compromisso com a palavra do pregador, Ele tem
compromisso com a Sua Palavra. É a Palavra de Deus que é viva e
poderosa. Esta jamais volta vazia.
Em terceiro lugar, o destino da mensagem (Ml 1.1). Malaquias entrega uma sentença pronunciada pelo Senhor contra Israel. Sendo
Israel o povo da aliança, ele a desprezou, insultando, assim, o amor de
Deus. Tanto os líderes quanto o povo quebraram a aliança (Ml 2.8,10).
Longe de corresponderem ao amor de Deus, desprezaram a Deus, sua
Palavra, o culto e as ofertas. Por isso, o juízo começou pela Casa de
Deus. Antes de julgar o mundo, Deus julga o Seu povo. Israel alegrava-se
quando Deus julgava as nações ao seu redor, mas não aceitava quando
Deus trazia julgamento sobre ele.
Quando o povo da aliança desobedece, Deus envia a vara da disciplina.
Não temos autoridade para chamar o mundo ao arrependimento antes de
acertar a nossa vida com Deus. Se o nosso sal for insipido, seremos
pisados pelos homens, nos tornaremos inúteis. Se a Igreja não andar com
Deus, será pedra de tropeço em vez de exercer o ministério da
reconciliação.
Em quarto lugar, o instrumento da mensagem (Ml 1.1). Há uma
sentença pronunciada pelo Senhorm contra Israel, por intermédio de
Malaquias. Deus levanta homens para pregar não o que eles querem pregar,
não o que o povo quer ouvir, mas o que Deus ordena. A mensagem de Deus
não tem o propósito de agradar os ouvintes, mas de salvá-los; não tem o
propósito de entretê-los, mas levá-los à conversão; não tem o propósito
de anestesiá-los no pecado, mas livrá-los da ira vindoura.
Prezado leitor, já ouviste a masâ de Deus
em sua vida e coração? Prezados pregadores, temos nós pregado todo o
conselho de Deus? Temos nós falado com integridade a mensagem do
evangelho? Servimos a Deus com uma consciência pura?
Somos convidados a ouvir a masâ de Deus, pregar com sinceridade, pois em breve, dar-se-á o arrebatamento e o juízo de Deus começará!
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