Na segunda parte do livro de Isaías encontramos quatro cânticos conhecidos como Cânticos do Servo. Os estudiosos “debatem” sobre a identidade desse servo. Alguns consideram que seria alguém como Isaías ou Jeremias, enquanto para outros seria o retrato coletivo de Israel ou dos remanescentes piedosos dentro de Israel.
Todavia, para uma boa exegese do texto se faz necessário entendermos a Bíblia em sua totalidade (A.T e N.T). O N.T entende que o Cântico do Servo se cumpriu em Jesus. Em seus primeiros sermões, registrados no livro de Atos, Pedro se refere a Jesus como “servo” por quatro vezes. O apóstolo Paulo escreveu que Ele “tomou a forma de servo” (Fp 2.7). Há ainda muitas citações e referências nos capítulos 42 a 53 de Isaías e no ensino do próprio Jesus.
No primeiro (Is. 42.1-40) o servo é retratado como um mestre, ensinando com mansidão, dotado do Espírito e alcançando os povos.
Por fim, o servo é retratado como o Salvador sofredor (Is. 52.13; 53.12), aquele que (falando profeticamente) foi ferido pelas nossas iniqüidades e carregou em seu corpo os nossos pecados. É extraordinário como 8 versículos específicos de Isaías 53 são citados pelos autores do N.T, em alguns casos várias vezes. Não é de admirar que quando o etíope perguntou a Felipe a quem se referia Isaías 53.7-8, ele “começando com aquela passagem da Escritura, anunciou-lhes as boas novas de Jesus” (At. 8.35) Amém!
Fui edificado nesta leitura, especialmente porque a partir do comentário acima, fiquei lendo e meditando vários dias nos quatro textos citados de Isaías e de como eles são perfeitos na vida de Jesus.
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