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| Indo até o fim, até cruzar a linha final |
Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. 2 Tm 4.7
Hoje em dia falar de
vitória é fácil. Difícil é viver de vitória, e é por isso que os livros de
auto-ajuda vendem como água, supostamente ensinando o segredo da felicidade (dúvida: quem vende segredo é o quê?). E tem também
a teologia da prosperidade, que cativa – literalmente – tantos
ouvintes.
Agora, eu fico a me
perguntar: se ser feliz fosse algo simples e corriqueiro, por que alguém
compraria livros ensinando isso? E as pessoas que dão crédito à teologia da
prosperidade, porque se sentem derrotadas, essas têm a sua vida transformada? Se
essa teologia realmente fosse verdadeira e transformasse
vidas, elas aceitariam a diminuição do Filho de Deus, que por eles morreu na
cruz?
Dito isso, quero
esclarecer que não vou ensinar nenhum segredo, mesmo porque sei guardar segredos e nem liberar palavra profética alguma sobre sua vida, até porque não
sou profeta de atacado e também não quero atacar o bolso de ninguém. O que vou
falar é algo simples e prático, que está disponível há mais de 2.000 anos e é de
fácil entendimento.
Enfrentar a luta ou fugir do combate?
Sempre que penso em luta,
lembro de duas situações: Golias afrontando o exército de Israel e todos,
inclusive Saul, escondendo-se dele. Depois vem Davi, ainda sem fama e honra e
aceita o desafio do gigante. O resto da história, as afrontas, o desprezo, a
pedra, a queda, a vitória e a exaltação, você já sabe, não preciso repetir.
Mas, infelizmente, há
tantas pessoas em nosso meio que, ao verem o tamanho do desafio a ser
enfrentado, da luta a ser travada, correm da raia e fogem do embate. A vitória
Deus dá nas mãos de quem se apresenta para a peleja, e não de quem se esconde da
luta. nao desista, insista
Também me recordo de uma
história quase onipresente na web:
O exército de Alexandre, o Grande, em certa ocasião atacou o inimigo, e um de seus soldados, bem jovem, tremendo de medo, acabou fugindo. Capturado e trazido à presença de Alexandre, o desertor pensou consigo que seria o seu fim.Ao ver os traços pueris que ainda emolduravam sua face e sabedor que o horror da guerra era devastador para qualquer um, o grande Alexandre se compadeceu do pobre rapaz. Então o general-conquistador perguntou ao jovem soldado:- Qual o seu nome, meu jovem?
- Eu me chamo Alexandre, general — respondeu o desertor com a voz amedrontada.A face do grande general mudou de repente, e ele vociferou ao soldado: “Ou você muda de nome ou muda de atitude“! (adaptado)
Nós, que levamos o nome
de Cristo, e que carregamos Sua cruz, devemos imitar Seus passos. Esses mesmos
passos que, em um momento decisivo de sua breve vida, marcharam resolutamente
para Jerusalém, de encontro aos fariseus, de encontro a Herodes, de encontro a
Pilatos e em direção ao Gólgota. Ele foi até o fim, mesmo que isso significasse
seu fim.
Se somos cristãos, nosso
destino é seguir os passos do Mestre, mesmo que esses passos nos levem ao altar
do sacrifício, ao cume do monte Caveira, ao encontro da morte. Cristão não deve
fugir da luta, pois é na luta que ele prova o doce sabor da vitória. E você
conhece outra forma de vencer, senão em meio à luta?
Combater o bom e não o mau combate.
Infelizmente, vejo muitos
querendo combater por Cristo, mas de uma forma errada, equivocada. Esses acabam
por não combater o bom, mas sim o mau combate. Não é só por levar o nome de
Cristo ou falar em seu nome que isso nos dá o direito ou a chancela de fazermos
o que bem entendermos, ou de fazermos as coisas da maneira que acharmos por bem.
Existem parâmetros a serem seguidos e regras a serem observadas e, quando
desprezadas, o efeito é justamente o contrário.
Quem milita na causa do
Mestre, suando a camisa em Seu labor, deve estar atento para agir de modo que o
Nome do Rei seja exaltado, e não desprezado ou ridicularizado. Todavia, noto,
com tristeza, que isso passa muitas vezes despercebido por pessoas que, de
maduras no evangelho, já deveriam ter consolidado e entranhado esse
entendimento. Às vezes, me pergunto se essas pessoas amadureceram ou
apodreceram…
Combata, meu irmão, minha
irmã, mas combata apenas o bom combate. O mau já tem gente suficiente para
fazê-lo, não ajude a engrossar essa fila desprezível.
Acabar a carreira ou deixar pela metade?
Em minha jornada como Cristao, onde colecionei não só vitórias mas também derrotas, deparei-me com
uma situação que veio me provar de forma profunda: a questão da perseverança. Somos sempre alvo da tentação de parar no meio do caminho, de desistir no meio da
jornada e abandonar projetos.
Mas, descobri,
horrorizado, que para ser bem-sucedido na vida cristã eu deveria semear
e cultivar uma qualidade que eu não possuía: a perseverança. Juntamente com ela,
vi-me obrigado a crescer em minhas fraquezas e superar minhas dificuldades, tais
como a falta de planejamento e motivação. Se eu consegui? Bem, acho que sim…
O missionário Paulo
Barbosa, um dos precursores do evangelismo virtual, em uma de suas mensagens,
trouxe uma interessante reflexão sobre o mal de não planejar corretamente e as
consequências dessa desastrosa atitude, a qual deixei registrada em meu post Erguer um palácio para morar em um barraco. Outro grande fator
de frustração e decepção na vida é a pressa em querer atingir nossos alvos.
Carreira ou Corrida
No comercio no qual
trabalho, eu faço parte de uma carreira, e essa carreira tem início, meio e fim.
Hoje, estou no começo dela, na base, mas conheço pessoas que já estão no topo.
Para se crescer , existem os instrumentos da progressão, visto que a medida em que se sobe na carreira, há ganhos para o trabalhador.
Na carreira cristã, a
coisa acontece de modo semelhante: nós vamos progredindo aos poucos e, ao chegar
em determinado ponto da subida, somos promovidos a um outro nível espiritual.
Isso demanda nosso esforço e dedicação para conseguirmos galgar esses degraus na
vida cristã. Também leva tempo, não é de uma hora para outra ou do dia para a
noite, é preciso exercitar a paciência e investir nessa
caminhada.
Quando Paulo escreveu
sobre a carreira, ele deveria estar com o pensamento voltado para os estádios
romanos, em que os atletas corriam para conquistar a coroa de louros, que era
concedida aos vencedores. Assim também é na vida cristã: nossa carreira, isto é
nossa corrida tem um ponto de partida e a linha de chegada, mas há obstáculos
entre eles, e ainda mais coisas.
Também temos
concorrentes, muitas vezes querendo tomar a nossa bênção, o prêmio de nossa
soberana vocação em Cristo. E há expectadores, alguns torcendo por nossa
vitória, mas outros por nossa derrocada. Mas, e quanto a nós? A nós cabe a
árdua
tarefa de darmos o melhor de si e chegarmos até o final, de irmos até o
fim. O que importa, no fim das contas, é terminar a carreira, é completar a
corrida, é concluir a obra.
Assista o breve vídeo
para entender que o que importa é chegar ao fim, e não em primeiro. Mesmo que
você tenha se ferido na caminhada, persevere e vá até o fim. Quando você não
puder seguir em frente, não se preocupe: seu Pai virá em seu socorro para
ajudá-lo a cruzar a linha de chegada. Não tenha medo, pois o Senhor é contigo
por onde quer que andares e guardará o seu pé de tropeçar. Continue, pois a
linha de chegada é logo ali…
Guardar a fé ou conservar a incredulidade?
O que é a fé? Ora, a fé é a fé é a certeza
daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos (Hb
11.1). E nós, que somos chamados de crentes, temos que honrar esse
nome que nos identifica perante o mundo e também perante o Céu. Todavia, existem
muitos “crentes” que não possuem o essencial para serem assim considerados: a
fé.
Em um
post recente, falei sobre um tipo de crente que, pela contradição entre a teoria
e a prática, ou entre o nome e o caráter, merece ser chamado de crente lerdo e tolo. Você, caro leitor,
deve decidir o que quer de sua vida espiritual: se vai guardar a fé ou conservar
a incredulidade, se vai depositar sua fé em Deus ou se vai zerar seu saldo com
Ele. O que você pretende fazer? Eu prefiro depositar, e deixar minha fé rendendo
no Banco do Céu, para sacar o lucro na vida eterna.
O que é fé? Eu possuo
um conceito
pessoal, que não é uma definição teológica: Fé é a chave que abre as
portas do Céu para nós. E você, está ainda do lado de fora fazendo o quê?

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